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Colégio Estadual Emílio Garrastazu Médici
Trabalho sobre escolas literárias
Professora:
Jaqueline Carvalho
Turma :
3º Ano C (Vespertino)
Alunos colaboradores:
Caio Alan, Mateus Pessoa, Alan Souza e Moisés Magalhães


O Blog Literatura Arutaretil foi criado no intuito de informar e debater sobre literatura, de uma maneira menos formal para fácil assimilação dos jovens que aqui poderão ver desde definições sobre os estilos literários, até coisas contemporanêas, imagens, letras de músicas e poesias com características de diversos movimentos artísticos.





sábado, 20 de novembro de 2010

Parnasianismo

O Parnasianismo teve origem na França em 1850 , é um movimento literário, conteporâneo do Realismo/ Naturalismo.





Na imagem acima vemos à arte pela arte,
desligando-a de razões funcionais, pedagógicas ou morais e privilegiando apenas a estética, uma das principais caracteristícas do parnasianismo.


O parnasianismo procura sempre descrever detalhadamente os objetos, com rimas ricas e palavras não muito comuns, sempre retratando os fatos de maneira imparcial, com objetividade, não deixando se levar pelo lado pessoal e sentimental, por isso é um movimento que surgiu em oposição ao romantismo que retratava as coisas de maneira subjetiva. A temática no parnasianismo é Greco-romana, falando-se de deuses, heróis, objetos, lendas, etc.

Super Man, um herói dos tempos atuais.





No Brasil, o movimento fez bastante sucesso, em 1880 surgiram as primeiras manifestações com caracteristicas do parnasianismo, com
Luís Guimarães Júnior (Sonetos e rimas. 1880) e Teófilo Dias (Fanfarras. 1882), mas foi se consolidar por completo com Raimundo Correia (Sinfonias. 1883), Alberto de Oliveira (Meridionais. 1884) e Olavo Bilac (Relicário. 1888). Apesar da forte influência que teve do parnasianismo francês o parnasianismo brasileiro não era exatamente igual ao da França, se diferenciando pelo fato de não se apegar tanto aos detalhes dos objetos e não excluir totalmente o subjetivismo.


Poesia parnasianas


Vaso Chinês

Estranho mimo, aquele vaso! Vi-o
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármor luzidio,
Entre um leque e o começo de um bordado.

Fino artista chinês, enamorado
Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado,
Na tinta ardente, de um calor sombrio.

Mas, talvez por contraste à desventura -
Quem o sabe? - de um velho mandarim
Também lá estava a singular figura:

Que arte, em pintá-la! A gente acaso vendo-a
Sentia um não sei quê com aquele chim
De olhos cortados à feição de amêndoa.

Alberto de Oliveira

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