O modernismo foi dividido em três gerações:
1ª Geração (1915): revolucionária – negação da tradição cultural, antipurista, antiacademicista, linguagem coloquial, verso livre, nacionalismo crítico, ironia, sarcasmo, irreverência. Poema-piada, liberdade de criação. Predomínio da poesia.
Letra da banda DFC
"Vamos olhar para dentro
Dentro de nosso país
Levantar nossa bandeira
Seremos um exército de civis
Contra as injustiças
Que querem nos calar
Abaixo os capitalistas
Que querem nos alienar
Queremos apenas ser livres
Queremos apenas viver
Consciência nacionalista"
2ª Geração(1930): estabilidade: herança de 22, acrescentando aprimoramento da linguagem (inclusive metalinguagem), busca da expressão universal, recuperação de valores tradicionais (Neo-simbolismo), engajamento religioso e social, literatura de denúncia das condições humanas. Predomínio da prosa (romance) de tendências neo-realistas e regional.
Fotografia que denuncia os mals tratos, trabalho infantil.
3ª Geração (1940): Não se mostram tão preocupados com o contexto sociopolítico; análise da natureza humana. Rigor formal.
Música do grupo A286 (clique no link que encaminhará para o vídeo no youtube)
http://www.youtube.com/watch?v=o6HVWp2_NCI
Desapego
A vida vai depressa e devagar
Mas a todo momento
penso que posso acabar
Porque o bem da vida seria ter
mesmo no sofrimento
gosto de prazer.
Já nem tenho vontade de falar
senão com árvores, vento,
estrelas, e águas do mar.
E isso pela certeza de saber
que nem ouvem o meu lamento
nem me podem responder.
por Cecília Meireles
Soneto da fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
por Vinícius de Moraes




